segunda-feira, 14 de novembro de 2011


DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO


 

TERATOLOGIA

EMBRIOLOGIA

Teratologia
O estudo da teratologia trata do desenvolvimento humano anormal. A partir da década de 1940, começou a se descobrir que agentes externos podiam causar interferências teratológicas, isso ficou evidenciado, nessa década, pelo vírus da rubéola e depois também pelo uso da talidomida.
Princípios Básicos das ameaças externas:
  • As partes do corpo não se desenvolvem todas ao mesmo tempo;
  • Existem períodos cruciais (críticos) para cada parte do corpo. Período sensível de desenvolvimento dos orgãos.
Todas as drogas tendem a atravessar a barreira placentária. O efeito de substâncias teratógenas sobre um feto é altamente suceptível à fase embrionária de gestação:
  • Primeira semana do desenvolvimento: não é suscetível à ação de agentes teratogênicos, pois as células reguladoras têm capacidade totipotente;
  • 2ªsemana do desenvolvimento: é um período crítico, que vai da gastrulação à neurulação, a ação de um agente teratológico pode matar o embrião;
  • 3ª a 8ª semana do desenvolvimento: corresponde ao período embrionário - formação de órgãos - período altamente suscetível a ação de agentes teratológicos que causam malformações nas estruturas. Os teratógenos tem maior probabilidade de causar danos estruturais durante o período embrionário.

Poluentes do Ar:
São produzidos pela combustão de combustíveis fosseis, alguns exemplos são o ozônio, hidrocarbonetos e  o monóxido de carbono, sendo o ultimo o que tem mais informações sobre seus efeitos nos fetos, porém muitos desses estudos não são conclusivos.
Ácido Cianidrico:
Seu uso inibe o desenvolvimento do sistema nervoso central do feto.
Aditivos Alimentares:
São produtos adicionados aos alimentos para corar, preservar ou realçar sabores. O ciclamato de cálcio, usado como adoçante artificial, gera fenda labial e bucal em crianças nascidas de mãe que o utilizaram por toda a gravidez.
O uso excessivo da cafeína também pode agir aumentando a produção de corticosteroides, assim como no caso do álcool.
Pesticidas:
Estes tornam-se poluentes quando entram em nossos estoques de comida, como aditivos. Um ótimo exemplo é o caso do DDT, que já é proibido em partes do mundo e que em zonas rurais crianças recém-nascidas apresentam níveis de DDT, que afetam seu desenvolvimento.
Metais pesados:
São considerados os maiores níveis de toxidade para os embriões. Os mais tóxicos são o Mercúrio e o Chumbo.
Mercúrio: As crianças nascidas sofriam danos cerebrais manifestados por retardamento mental e até mesmo inabilidade de locomoção.
Chumbo: Tem efeitos mais amenos, mas é causa de vários abortos espontâneos.
Aspirina
Medicamento considerado simples, porem gera uma serie de problemas como anemia aplasica, perturbações no processo de coagulação sanguínea e hemorragias gastrintestinais.
Antibióticos
Alguns como a penicilina são menos tóxicos para o feto. Mas alguns tem ação bem definida, como as sulfonamidas, que quando usadas no ultimo trimestre da gravidez, aumentam bilirrubina livre no plasma. Estreptomicina causa perda de audição. As sulfas também causam aumento da bilirrubina livre.
Vitaminas:
Mal formações podem ser observadas tanto no caso em que houve deficiência ou administração excessiva de vitaminas, mas são mais comns nos casos onde há deficiência, gerando raquitismo, transtornos no sistema nervoso, dentre outros problemas.
Hormonios:
Mulheres que usam anticoncepcionais à base de estrógeno e progesterona, no inicio da gravidez, podem gerar crianças com má formação de membros, coração, vertebras e esôfago.
Talidomida:
Medicamento usado para náuseas e insônia, demonstrou causar danos  como má formação de membros, problemas no ouvi externo e má formação gastrointestinal.
Cigarro:
      Quando a gestante fuma, a concentração de carboxiemoglobina eleva-se na circulação da placenta e do                feto, podendo encontrar concentrações de nicotina no cordão umbilical do recém-nascido. Outras     consequências serias são o baixo peso, parto prematuro e até mesmo o aumento da mortalidade neonatal.


Embriologia Humana.  Mello, Romário de Araújo. Ed. Atheneu, 2000.


SISTEMA ENDÓCRINO

HISTOLOGIA

Sistema Endócrino
     Sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormônios.
    Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tiroide, as supra-renais, o pâncreas, as gônadas (os ovários e os testículos) e o tecido adiposo.


O que são hormônios:
  São substâncias químicas específicas de ação sistêmica, produzidas por células especializadas,
  São lançadas na circulação, produzem efeitos do tipo indução ou inibição em órgão específico do corpo.
  São produzidos pelo próprio organismo em glândulas ou tecido especializado,
Os órgãos que têm sua função controlada e/ou regulada pelos hormônios


Funções Hormonais
  Crescimento e desenvolvimento
  Reprodução
  Regulação da disponibilidade energética
  Manutenção do meio interno
  Modulação do comportamento
  Sistema de controle das atividades metabólicas

Glândulas e Funções:


Hipófise- Os hormônios tróficos ou trópicos atuam sobre outras glândulas endócrinas regulando suas secreções

Hipotálamo- Regula determinados processos metabólicos e outras atividades autônomas. Importante na homeostase corporal e é o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual

Hipotálamo

Pâncreas- produz muitos hormônios importantes, como insulina, glucagon, que controlam a quantidade de glicose do corpo; e somatostatina, que tem a função de estender o período de tempo em que o alimento é assimilado no sangue. Evita exaustão do alimento, tornando-o disponível por mais tempo.



As gônadas (ovários e testículos) - produzem as células sexuais (Gametas) e os homônios sexuais. A produção desses hormonios, responsáveis pelo desenvolvimento e a manutenção dos caracteres sexuais de ambos os sexos, é o que confere as gonâdas a característica de órgaos endocrinos.



Tecido adiposo- A função primordial do armazenamento de gordura é servir como reserva energética do organismo, mas também pode atuar como isolante térmico, e como amortecedor.

As adipocinas secretadas pelo tecido adiposo que confere a ele a característica de órgão endócrino:
Adipocina
Função/efeito
Adinopectina
Influência na sensibilização insulínica e propriedades anti-aterogênicas
Angiotensinogênio
Percussor da angiotensina II, regulador da pressão sanguínea e influência na adiposidade.
Proteína estimuladora de ascilação
Influência na síntese de triacilglicerol no tecido adiposo
Interleucina 6
Mediador do processo inflamatório e influência no metabolismo lipídico
Leptina
Sinalização cerebral do estoque de gordura corporal, influência na sensibilização insulínica, regulação do apetite e gasto energético.
Inibidor de ativador de plasminogênio I
Potente inibidor do sistema de fibrinólise
Resistina
Influência no desenvolvimento à Resistência insulínica
Fator de necrose tumoral
Interferência na sinalização insulínica e possível causa da Resistência à insulina na obesidade









Tireóide- produz os hormônios tiroxina e triiodotironina, esses hormonios controlam a taxa de metabolismo do corpo, produz também a calcitonina, cujo efeito principal é abaixar o nível de cálcio do plasma.





  Paratireóides – 4 pequenas glândulas, geralmente localizadas na região posterior da tireóide. Secretam o paratormônio que aumenta a concentração de cálcio plasmático e reduz a concentração de fosfato no sangue.


  Supra-renais- Estimula a conversão de proteínas e de gorduras em glicose,  sintetiza e libera hormonas corticosteroidescatecolaminas, como o cortisol e a adrenalina; as substâncias liberadas pelas supra-renais contribuem para manter o equilibrio adequado de eletrólitos e de água no organismo, regulam o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios, etc.

Adrenalina